Somos um blog que visa ajudar na formação e no amadurecimento do caráter cristão do novo convertido.
domingo, 5 de setembro de 2010
Paul Washer - Não Espere um Arrependimento Perfeito
Por Paul Washer
ENTREVISTA
Entrevistador: Uma das respostas que recebemos... Muitas pessoas que nunca tinham
ouvindo uma pregação bíblica antes (talvez você pudesse chamar de pregação dura, que o leva a examinar a si mesmo), nos enviam e-mail dizendo: “Eu estou tentando ser salvo, mas não consigo. Estou tentando me arrepender, mas não consigo. Estou tentando crer, mas não consigo.” O que você... Como você as aconselharia?
Paul Washer: Bem, primeiramente, há também outro modismo lá fora que eu tenho visto.
Sabe, na América, basicamente, a oferta de salvação é muito superficial, e as pessoas fazem
superficialmente essa pequena oração: “Eu estou salvo.” Bem, há outro grupo diferente de
pessoas que estão se levantando e reagindo contra isso. E o que eles são é... São pessoas... Tenho
tido contato com elas. É maravilhoso. Estão quase dizendo: “Estou buscando a Deus. Tenho
buscado a Deus por meses ou até mesmo um ano. Eu...” Simplesmente não há arrependimento genuíno. Não há fé, e elas estão quase... É como se elas estivessem buscando vangloriar-se e orgulhar-se e mostrar que não são como todas essas pessoas superficiais. Que elas são completamente diferentes e seu testemunho, por alguma razão, será elevado por causa de tudo isso.
Ouça, eu diria a elas que elas saíram do contexto do Cristianismo Evangélico. A Bíblia ordena que você se arrependa. Eu passaria texto por texto dizendo que isso é o que a Bíblia ordena que você faça. Mas então, eu também as ajudaria com as Escrituras para discernir o que é o arrependimento bíblico. Eu diria a elas todas as passagens que dizem... Que nos mandam crer, mas então eu as faria entender a fé bíblica. Agora, o que eu quero dizer com isso? Se eu passar por todas as características de arrependimento nas Escrituras e der a alguém... Essa é uma definição bíblica perfeita e essas são as características bíblicas perfeitamente expostas de arrependimento e isso é o que você precisa ter para se arrepender verdadeiramente para salvação: Ninguém será salvo. Veja, o arrependimento, quando é retratado na Bíblia, nos dá todas essas características do que é um genuíno arrependimento bíblico. Quando uma pessoa vem a Cristo, não podemos esperar que ela tenha um arrependimento maduro completamente desabrochado. Elas terão os focos do arrependimento. Estarão entendendo algo sobre seu pecado. Terão entendimento do pecado em certo grau, mas mesmo depois de serem salvas, ainda crescerão em arrependimento. Seu arrependimento se tornará mais profundo. Aquelas características se manifestarão por si mesmas de uma maneira mais ampla, então não deveríamos estar dizendo aos convertidos que eles devem ter esse requintado e perfeito arrependimento bíblico em suas vidas de modo que se arrependam para salvação, porque você nem mesmo tem isso. Você está crescendo em arrependimento. Funciona da mesma forma com a fé. A fé deles não vai corresponder à figura bíblica primitiva do que é a fé. Eles não terão essa fé excessivamente profunda porque eu mesmo estou crescendo nela após 26 anos seguindo Cristo. Então, não queremos tornar complicado demais às pessoas virem ao Reino. Passamos pelo arrependimento e nós... Passamos pelas características e os ajudamos a ver: Existem as sementes de um arrependimento genuíno? Existem os brotos? As características do arrependimento genuíno? Você está crendo em Cristo como uma criança? Atirou-se sobre Ele? E eu acho que muitas dessas pessoas estão lutando, pois elas atualmente crêem que devem ter uma perfeita manifestação dessas duas coisas para serem salvas, e isso não é verdade.
EXCERTO DE PREGAÇÃO:
Agora, vamos falar sobre isso por um momento porque há algo que esteve me incomodando no ano passado com a ascensão de tanta boa teologia e pessoas conversando seriamente a respeito. Acho que há um problema também. Há tantas pessoas que vêm até mim duvidando da garantia da própria salvação porque ao examinar minuciosamente seu arrependimento, elas estão esperando... Estão quase exigindo que o arrependimento salvífico seja
o arrependimento de um crente maduro de trinta anos de fé.
Elas examinam cada aspecto de suas vidas e se não se parecem com os puritanos, dizem:
“Não posso ser convertido.” O que você precisa entender é que o arrependimento em sua semente inicial é simplesmente uma mudança de mente: “Deus é tudo. Eu preciso dEle.” Você diz: “É só isso?” Pode ser. “Eu não posso salvar a mim mesmo. Estou perdido. Preciso de um Salvador.” Você diz: “Bem, mas a Bíblia descreve o arrependimento de tantas maneiras.” Sim, descreve, mas
você está esperando o arrependimento totalmente desenvolvido no mesmo segundo em que
Deus começa a trabalhar em seu coração?
Conforme estudo o arrependimento nas Escrituras, eu olho de volta ao momento em que fui
convertido, e meu arrependimento era algo muito singular. “Eu preciso ser salvo”, mas agora,
após 25 anos conforme cresço nas Escrituras, o arrependimento amadurece e se aprofunda, mas você erra, jovem, quando examina sua vida para questionar se você foi salvo ou não, e quando está procurando por um arrependimento que pode ser encontrado apenas em alguém que caminhou com Deus por décadas.
Espero estar sendo claro. Eu creio em arrependimento, mas arrependimento pode
meramente significar: “Estou caindo e não posso salvar a mim mesmo.” Está deixando a auto-
estima. Está deixando a habilidade e desistindo, como o irmão Charles me disse uma vez, está apenas desistindo. Eu não consigo. Eu desabo. Eu... Eu me fui. Eu tenho algo pelo que trabalhei por muitos anos na doutrina do arrependimento. Se você tomar tudo o que a Bíblia ensina sobre arrependimento, você terá um livro muito grande. Ela diz coisas incríveis e todas elas deveriam ser aprendidas.
Deveríamos crescer nelas, porém tomar toda a esfera bíblica sobre o arrependimento e exigir isso antes que alguém possa ter certeza da salvação é absolutamente irracional. Nós temos muitos jovens e muitas outras pessoas que não têm certeza da sua salvação porque estão esperando ver em seus poucos anos como bebês em Cristo, uma santificação completamente desabrochada de um homem de 40 anos de fé! Precisamos ter cuidado.
“Salve-me! Estou perdido!” E mesmo de uma grande parte daquela escalada para a
salvação não se espera ou se exige que seja absolutamente pura. Muito dela será simplesmente auto-preservação. Lembre-se, Deus salva homens que se arrependem, não homens que se arrependem perfeitamente. Deus salva pessoas de coração contrito, mesmo aquelas são contritas pelo fato de não serem contritas o suficiente, quando Deus sabe que elas não são de todo contritas.
Isso dará combustível ao fogo dos meus inimigos, mas em minha experiência de conversão, para ser honesto com você, o pecado não era a coisa principal em minha mente no dia que eu me converti. A coisa principal em minha mente era: “Ele me ama. Ele está em todo o lugar. Ele é
tudo.” Agora, você diz: “Certo, o que você está dizendo?” Mas mesmo que eu fosse um pecador
abominável (eu era um homem horrível), no momento, a única coisa que era totalmente real
para mim por muitas semanas era o amor de Deus.
Mas então, enquanto eu começava a estudar as Escrituras e o Espírito Santo começou a trabalhar... Ele começou a trabalhar o arrependimento que ele continua trabalhando até hoje. Então, veja, vamos ser cuidadosos aqui. Você pode manter pessoas fora do Reino de Deus. Você pode exigir tanto de um homem, sobre a salvação, até mais do que Deus exige de início. Um
simples: “Não consigo, não consigo”, e então a fé. Fé. Somos salvos pela fé... de um grão de
mostarda. Creia!
“Bem, como eu creio?” Certo, você já disse que não consegue. Agora, dê um passo adiante: Ele pode! E irá! E deseja isso! Você crê nisso? Você diz: “É só isso?” Não, é o início. Mas é real. “Mas como saberei que é real?” Porque continuará crescendo da mesma forma que seu
arrependimento irá crescer, e crescer, e crescer. Sua fé e a realidade da mesma irão crescer e crescer. Mas não vou esperar da minha filha de dez meses de idade o que espero do meu filho de seis anos e meio.
Também quero falar sobre o orgulho. Vocês sabem que eu amo os puritanos. Vocês sabem que eu amo todo esse tipo de coisa. Eu quero falar com você sobre uma raiz de orgulho que vejo brotando entre pessoas que abraçam esse tipo de verdade amável. É quase como um distintivo de espiritualidade quando eles travam uma suposta luta sobre serem ou não salvos, e o que eles estão tentando provar para as pessoas é: “Minha versão de conversão não é tão superficial
quanto a de todo mundo. Eu vou combater. E vou lutar. E vou fazer todas essas coisas. E eu nem
sequer sei se sou salvo depois disso.”
E você pensa que está trazendo glória a Deus? Há um sentido quando homens são despertados para seu pecado e eles devem romper, e eles devem lutar, e ir além e além. Eu concordo com tudo isso. Mas seja muito cuidadoso para que não estejamos apenas reagindo contra o evangelho superficial dos outros. Deus é glorificado quando um coração é aberto e eles
dizem: “Estou caindo, mas Ele pode!” E se firmam nisso. Ah, isso é tão glorioso. Você é salvo pela
fé, mas não é a qualidade dessa fé, e sim a grandeza dessa fé.
É a qualidade, o caráter, a grandeza Daquele em quem você crê. E isso é muito importante. Olhe para Jesus! Olhe! Apenas olhe para Jesus. O que me aterroriza muito... Você conversa com as pessoas nas ruas... Você irá para o Céu? “Sim, eu vou para o Céu.” Por quê? “Eu orei e pedi a
Jesus que entrasse em meu coração.” Agora, olhe o que eles estão fazendo.
Estão confiando numa barganha que fizeram. Estão confiando na sinceridade de uma oração. Mas então novamente temos que ser cautelosos. Médicos curam a si mesmos. Pois eles estão confiando na magnitude de seu arrependimento. E outros estão confiando na magnitude
de sua fé. Quando o que eu amo ouvir é: “Estou olhando para Ele. Estou olhando para Ele e eu
me apavoraria ao tirar meus olhos Dele. Estou olhando para Jesus.”
domingo, 15 de agosto de 2010
CRIACIONISMO x EVOLUCIONISMO

O modelo evolutivo propõe que a vida tenha se originado por si mesma há bilhões de anos, e então evoluído em direção a formas cada vez mais avançadas, até culminar na formação dos seres humanos.
Esses modelos podem afetar profundamente nossa visão de mundo.
Duas teorias podem ser propostas:
Teoria 1 – hipótese criacionista.
Alguém que sabe fazer bolo de chocolate foi na dispensa, pegou ovos, farinha, manteiga, açúcar, leite, fermento e chocolate, pôs em uma forma, os misturou na medida certa, levou ao forno na temperatura de 250 graus Celsius, após o tempo necessário retirou o bolo do forno e o pôs propositalmente sobre a mesa.
Teoria 2 – hipótese naturalista.
Segundo os naturalistas ateus, essa teoria é muito singela, muito simples... e porque não dizer, muito obvia.
Um caminhão do Supermercado estava fazendo entregas, quando foi fechado por uma criança de bicicleta.
À medida que o caminhão capotava, na carroceria as caixas de ovos se abriram, bem como os sacos de farinha, as caixas de leite, as latas de Nescau, os tabletes de manteiga, os fardos de açúcar, as latinhas de fermento em pó e o chocolate granulado.
Dentro da carroceria do caminhão, havia também um cantil, que fora esquecido ali por um dos carregadores.
Com o acidente, o caminhão explodiu e ao termino de 40 minutos os bombeiros chegaram, conseguiram conter o fogo e abriram a carroceria, e para surpresa deles, estava lá, por obra do acaso, um lindo bolo de chocolate!
Talvez você esteja lendo agora e pensando:
Encarando as improbabilidades - o começo do fim do naturalismo científico
Partindo da premissa de que o bolo de chocolate possui 12 elementos, a probabilidade do surgimento aleatório deste bolo pode ser calculada em uma em 479.001.600 (quase quatrocentos e oitenta milhões!).
Ora, se a combinação aleatória de 12 elementos parece impossível, a vida com sua complexidade exige a existência de um criador.
O problema da geração espontânea de uma ameba
Por exemplo: O DNA de uma única ameba possui informação suficiente para encher mais de 1000 vezes toda a enciclopédia britânica (disse o naturalista Richard Dawkins).
- Para calcular a possibilidade do surgimento aleatório do DNA de uma ameba, sugerimos a seguinte experiência:
- “Criando” informação por “acaso”
Pegue uma enciclopédia britânica e arranque todas as páginas.
- Qual seria a probabilidade das letras caírem na ordem certa, de modo a formar as palavras, as frases e os artigos em ordem alfabética, em todas as páginas da enciclopédia?
Ora, em um cálculo de probabilidade, se as letras caíssem de modo a formar todas as palavras, as frases e os artigos em ordem alfabética, em todas as páginas da enciclopédia, isso seria apenas um milésimo da probabilidade do DNA de uma ameba ter aparecido por conta própria!
* Nota: A ameba possui o DNA mais simples que nós conhecemos.
- Que tipo de ciência é essa que não encara as impossibilidades de sua teoria?
- Que religião macabra é essa da ciência naturalista, que formula teorias absurdas para justificar o surgimento da vida sem Deus?
O surgimento espontâneo de uma única célula é tão improvável que nem vale a pena continuar falando do tema.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
O QUE É UMA VIGÍLIA.

Pv 8.17
Eu amo os que me amam, e os que de madrugada me buscarem me acharão.
Uma vigília é um encontro de pessoas que se unem para juntos orarem a Deus, prestar um culto a Deus, louvorem a Deus, adorarem a Deus, invocarem a Deus.
Pode ser realizada em igrejas, casas , montes ou outro local onde não exista incomodo para os vizinhos, pois a mesma é realizada de madrugada, e embora as pessoas estejam ali para um encontro com Deus, não podem se esquecer de que muitas pessoas que moram perto não são de sua religião, e não podemos perturbar os mesmos em seu repouso.
Numa vigília deve-se sempre mesclar oração, palavra e louvores.
Uma vigília sem oração não é uma vigília, pois embora Deus toque em nossos corações através dos louvores e testemunhos, é através da oração que nossos pedidos, súplicas e agradecimentos chegam a Ele.
Mt 7.7 Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.
Mt 7.8 Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre.
Amados irmãos, a oração é a comunicação entre o homem e Deus, onde mantemos nosso relacionamento com nosso Pai.
Oração significa invocar a Deus, clamar ao Senhor, levantar nossa alma ao Senhor, buscar ao Senhor, chegar perto de Deus.
A Bíblia nos ensina a orar sempre, pois Deus honra a permanência na oração (1 Ts 5.17 orai sem cessar ). Orai sem cessar significa permanecer na presença do Pai, pedindo continuamente sua graça e benção. Sem cessar não significa robotizar a oração, significa sim orar em todas as ocasiões de nossa vida, seja na alegria ou na tristeza.
Numa vigíla louvamos muito a Deus, através de louvores de adoração, corinhos e até hinos da harpa.
Grande é o Senhor e mui digno de louvor
a cidade do nosso Deus seu santo monte
Alegria de toda terra
Grande é Senhor em quem nós temos a vitória
E que nos ajuda contra o inimigo
Por isso diante DEle nos prostramos
Queremos o Seu nome engrandecer
E agradecer-te por Tua obra em nossas vidas
Confiamos em teu infinito amor
Pois só Tu és o Deus Eterno
Sobre toda a Terra e céu
Sl 9.2 Em ti me alegrarei e saltarei de prazer; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo.
Sl 34.1 LOUVAREI ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca.
Sl 145.21 A minha boca falará o louvor do SENHOR, e toda a carne louvará o seu santo nome pelos séculos dos séculos e para sempre.
Também damos testemunhos das maravilhas que Jesus fez ou está fazendo em nossas vidas, compartilhando o quão bom é sermos filhos de Deus. O testemunho do cristão é uma ferramenta poderosa de Deus, pois nos mostra o quão grande e fiel Ele é, por isso sempre que possível devemos testemunhar das maravilhas recebidas DELE.
Realmente aqueles que vão em uma vigíla realmente querem um encontro com Deus, pois não é fácil passar a madrugada toda acordado, muitas vezes com frio, fome, sono ou cansaço devido ao trabalho. Mas a recompensa é muito grande, pois aquele que realmente vai buscar verdadeiramente a Deus acaba encontrando.
Numa vigíla lemos a palavra de Deus, ficamos em comunhão com os irmãos, testemunhos e compartilhamos muita alegria.
Nós cremos na palavra que é apta para ensinar corrigir, redarguir e instruir, por isso também existe a pregação da palavra, onde Deus fala grandemente em nossos corações. Invocamos e cultuamos somente Aquele que é digno e merecedor de toda glória... e se fazemos isso Jesus está em nosso meio,pois foi o próprio Jesus que prometeu que onde estiver dois ou três reunidos em nome Dele, que Ele estaria presente.
E na madrugada do dia 16 para 17 de Julho de 2010, 59 adoradores adoraram o Pai em espírito e em verdade numa vigília que vai ficar marcada na vida de todos os presentes, numa noite chuvosa, de muito frio,onde o departamento de novos convertidos do Setor 1 de Cubatão dirigiu uma vigília na igreja da Pça dos Andradas em Santos, onde o Espírito Santo TOCOU FUNDO NO CORAÇÃO DE TODOS, tornando essa vigília um marco na vida de todos, um divisor de águas que despertou a todos para a grande obra que Deus quer para nossas vidas, que é cumprir o Ide de Mc 16.15 com muito amor, orgulho e satisfação de sabermos que a alegria do Senhor é a nossa força.....
quinta-feira, 1 de julho de 2010
LIÇÃO 13 - ESPERANÇA NA LAMENTAÇÃO

TEXTO ÁUREO
“As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim” (Lm 3.22). - A misericórdia divina trouxe a esperança do profeta de volta. Em hebraico – hesed: concerto de amor ou amor imutável - está ligado à compaixão, verdade, bondade e fidelidade. A fidelidade é um compromisso do Senhor, sendo tão certa quanto o raiar de um novo dia (Sl 89.2, 5). A forma plural usada nesta passagem reforça muitos atos ou, talvez, as riquezas do amor divino. Podemos ser decepcionados por todos e talvez não respondam às nossas expectativas, porém, Deus será sempre fiel em seus propósitos. |
VERDADE PRÁTICA
Por serem trabalhosos estes últimos dias, a presente hora é de contrição e súplicas diante do Senhor. Que Ele nos ouça o clamor e avive-nos espiritualmente, enquanto ainda há esperança. |
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lamentações 1.1-5,12 |
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Definir tema, local, data, importância e propósito das Lamentações de Jeremias;
- Comparar o lamento de Jeremias ao de Cristo, e
- Explicar o porquê da necessidade de se lamentar diante de Deus.
COMENTÁRIO (I. INTRODUÇÃO) Chegamos ao fim de mais um trimestre abençoado, reavivando leituras que muitas vezes relegamos a segundo plano. Aprendemos com Jeremias como deve portar-se um(a) homem/mulher de Deus. Finalizamos com o estudo das Lamentações (Os judeus o chamavam איכה: Eikha, que significa “Como!”, a primeira palavra do livro. Essa palavra era comumente usada para significar “Ai!”. Alguns se referiram ao livro como “Qinot” ou “Lamentações”). Era originalmente parte do Livro de Jeremias.Foi separado porque era lido em uma das festas de Israel e incluído nos Cinco Megilloth (os outros eram Cânticos, Rute, Eclesiastes e Ester). Lamentações é uma elegia(1) de cinco poemas escrita no antigo ritmo e estilo das canções fúnebres israelitas, onde o profeta derrama-se em dor, agonia e em angústia. É lido cada ano naTisha B’av (2), um jejum que relembra a destruição do Templo de Jerusalém em “Somente Deus pode nos libertar do pecado. Sem o Senhor, não há conforto ou esperança para o futuro. Por causa da morte de Cristo em nosso lugar e de sua promessa de retorno, temos a esperança viva de um maravilhoso amanhã”. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal REFLEXÃO (II. DESENVOLVIMENTO) I. O QUE SÃO AS LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS 1. As Lamentações na Bíblia Hebraica. Originalmente o livro não tinha título, sendo que a Bíblia Hebraica coloca a primeira linha do livro no Título, o lamento característico “Oh ,como!” (ekah), como título. Mais tarde os rabinos mudaram o título para Qinoth, uma palavra que aparece em Jeremias 7.29 com o significado de “alto choro”. Na Septuaginta os tradutores deram ao livro o título grego de Threnoi,significando Lamentos sendo que na Vulgata (tradução em Latim) isso foi expandido para “São as Lamentações do profeta Jeremias”. Tradicionalmente o livro é colocado nas nossas Bíblias seguindo o título da Septuaginta muitas vezes com o acréscimo: “de Jeremias”. A Bíblia hebraica é dividida em três partes: A Lei (Torah), Os profetas (Neviim), e Os Escritos/Hagiographia (Kethubim). O livro de Lamentações é colocado nessa terceira divisão, depois de Rute e antes de Eclesiastes. A sua posição deriva-se do fato dele estar entre os livros que eram lidos nas festas dos judeus. Em grego, este é o título das Lamentações: threnoi, que carrega este significado: chorar em alta voz. Ao traduzir a porção sagrada ao latim, Jerônimo deu-lhe este título: Liber Threnorum - Livro das Lamentações. O livro de Lamentações, nas nossas Bíblias em português, poderia ser considerado um “estranho no ninho”, pois apesar de estar incluído entre os livros proféticos, Lamentações é na realidade um livro poético. Estruturalmente o livro consiste de 5 lamentações equivalentes aos capítulos nas nossas Bíblias. 2. Tema e Data. Como toda a poesia bíblica o livro de Lamentações não busca ser apenas uma obra artística, mas ser uma forma do poeta expressar a sua mensagem. O tema básico do livro é a destruição da cidade de Jerusalém pelo exército babilônico. Tal fato é evidenciado pelo começo do livro: “Como está abandonada Jerusalém, a cidade que antes vivia cheia de gente!” (Lm1.1) e pelo início da segunda lamentação: “Quando ficou irado, O Senhor cobriu Jerusalém de escuridão. Ele transformou num monte de ruínas a cidade de Jerusalém, que parecia um céu e que era o orgulho do povo de Israel. No dia da sua ira, Deus abandonou até o seu próprio Templo” (Lm 2.1). Tais passagens mostram que a base do trabalho do poeta estava na sua observação da destruição de Jerusalém. Mas a análise do poeta não está centralizada no império humano que promoveu a destruição, nem mesmo citando os nomes de Nabucodonozor ou dos babilônios na sua obra, mas sim na soberania de Deus manifestada na queda da nação. Para o poeta a destruição da nação veio por obra das mãos de Deus como mostram os seguintes versículos: “Lá de cima Deus enviou um fogo que queima dentro de mim, Ele me armou uma armadilha e me jogou no chão. Depois me abandonou num sofrimento que não tem mais fim” (Lm 1.13); “O Deus Eterno descarregou o seu furor, derramou o ardor da sua ira. Ele pôs fogo em Jerusalém e a arrasou até o chão” (Lm 4.12).Tanto conservadores quanto liberais concordam que Lamentações fora escrito logo depois da destruição de Jerusalém. A razão básica para isso é que o conteúdo do livro, descrevendo a destruição de Jerusalém e a trágica situação do povo, exigindo que ele tenha sido escrito, e completo, antes da conquista da Babilônia pelo Império Persa e o édito de Ciro permitindo a volta dos exilados em aproximadamente 3. O propósito das Lamentações. O objetivo primordial é deixar claro para Israel as conseqüências do pecado e da apostasia; revelar-lhes o seu próprio futuro no plano de Deus para o homem e enfatizar o fato de que o destino de cada homem está determinado por sua conformidade ou falta de conformidade com Deus e com o plano divino. (Bíblia de Estudo DAKE, CPAD, p. 1215). 5. As Lamentações no Novo Testamento. Este livro mostra quão fracas as pessoas se tornam quando estão sob a Lei e quão incapazes elas são de servir a Deus com suas próprias forças. Isso as leva até Cristo (Rm 8.3). Até mesmo nestes poemas, porém, lampejos de Cristo brilham. Ele é a nossa esperança (3.21, 24 e 29); é a manifestação da misericórdia e da compaixão de Deus (3.22, 23, 32); é a nossa redenção e justificação (3. 58, 59). As lamentações de Jeremias refletem a tristeza do profeta em relação à situação espiritual, moral e física do povo de Israel SINOPSE DO TÓPICO (1) II. O HOMEM QUE VIU TODAS AS DORES DE JERUSALÉM Nebuzaradam seguindo ordens expressas de Nabucodonosor, ao encontrar o profeta, oferece-lhe a regalia de poder escolher para onde ir: para a Babilônia onde desfrutaria de poder, honrarias e conforto; ou permanecer em Judá, onde só acharia sofrimento e continuaria pobre e rejeitado. Certamente temeu ser tido pelos exilados judeus como traidor. Em Judá ele permaneceria pobre e rejeitado mas o remanescente do povo saberia que ele não era um traidor: “Escolhendo, antes, ser maltratado com o povo de Deus do que por, um pouco de tempo, ter o gozo do pecado; tendo, por maiores riquezas, o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa.” (Hb 11.25,26). 1. Homem de dores. Ao lado de Israel, Jeremias vê-se como enfermo e ferido, morto e enterrado, um prisioneiro, torturado, um viajante fazendo progresso vagaroso, atacado por animais selvagens, um alvo para flechas, um objeto de escárnio, tendo de comer alimento amargo e contaminado: “Eu sou o homem que viu a aflição pela vara do seu furor” (Lm 3.1). III. POR QUE É PRECISO LAMENTAR O que lhe sustentou à noite? O que lhe fará passar por este dia? O que lhe capacitará a atingir alvos e até mesmo ser bem sucedido nos dias à frente? As misericórdias do SENHOR. Jeremias confiava na misericórdia divina: “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade” (Lm 3.22,23); “Converte-nos, SENHOR, a ti, e nós nos converteremos; renova os nossos dias como dantes. Por que nos rejeitarias totalmente? Por que te enfurecerias contra nós em tão grande maneira?” (Lm 5.20,21). Muitos personagens bíblicos optaram por sacrificar suas próprias vontades, conforto e até mesmo a vida em prol do povo de Deus. SINOPSE DO TÓPICO (2) (III. CONCLUSÃO) Deus é sempre misericordioso para com os que O buscam, põem nEle a sua esperança e nEle aguardam. Nós não somos consumidos porque a compaixão (termo que sugere uma profunda emoção) do Senhor não se esgota. No auge de sua dor, Jeremias inesperadamente transforma a rejeição em confiança, com base no conhecimento do caráter de Deus e em suas misericórdias passadas, e agora, aquelas lembranças que antes desencorajavam, passam a encorajá-lo. O livro de Lamentações conserva a angústia sentida pelos judeus do cativeiro babilônico, enquanto recordavam seu passado irrecuperável. Jerusalém fora destruída. Essa destruição foi tão intensa que nenhum traço do Templo original de Salomão, ou das poderosas muralhas da cidade real, têm sido encontrados por arqueólogos modernos. Lendo o livro, experimentamos uma sensação esmagadora de desespero que pode envolver pessoas e até mesmo comunidades inteiras. “O sofrimento extenuante do povo de Jerusalém, durante o estado de sítio, levou algumas das 'mulheres outrora compassivas' a devorarem seus próprios filhos em práticas canibalescas! Como a capacidade medonha de cada ser humano para pecar foi revelada nos últimos momentos dessa cidade!” (RICHARDS, LAWRENCE O. Guia do Leitor da Bíblia. 1.ed. RJ: CPAD, 2005, p. 482). “É de fato terrível se cedermos nossa natureza ao pecado. Pode acontecer de olharmos para trás, para as oportunidades perdidas, e compreendermos que a aflição que suportamos agora é conseqüência de nosso próprio anseio crônico pelo pecado. Como se não bastasse, a leitura do livro de Lamentações nos faz lembrar que os prazeres do pecado são o que há de mais vantajoso momentaneamente, porém, suas conseqüências dolorosas são permanentes e profundas” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.479). (1). Elegia: - (latim elegia); s. f. Poema sobre assunto triste ou lutuoso; Poema constituído por hexâmetros e pentâmetros alternados. Fig. Jeremiada, lamentação. (2). Tisha BeAv'' é o jejum e dia de luto que comemora dois dos mais trágicos eventos da História Judaica que ocorreram no dia 9 do mês de Av — a destruição pelos babilónicos, no ano 586 antes daEra Comum, do Templo de Salomão, ou Primeiro Templo de Jerusalém, e a destruição do Segundo Templo, no ano 70 da nossa era, pelos Romanos. Outras calamidades na História Judaica também tiveram lugar em Tisha BeAv, incluindo o édito do rei Eduardo I, que forçava os judeus a deixar a Inglaterra em 1290, e o Decreto de Alhambra, ou Édito de Expulsão dos Judeus de Espanha, pelos Reis Católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, em 1492. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Tishá_BeAv) Apenas um amontoado improdutivo marcava o local que fora a última visão daqueles arrastados em cadeias para uma terra estranha... Os cinco acrósticos das elegias revelam profundo sentimento de remorso. O povo entende que perdera sua terra natal em decorrência do pecado de Judá. A angústia é acompanhada do fato de que até agora os cativos têm sido incapazes de recobrar a visão perdida de um futuro brilhante para sua raça. Deus tem um compromisso com uma moralidade que não pode ser abandonada pelo seu povo. Lamentações desvenda as profundezas da desgraça humana, não sob o ponto de vista pessoal, mas, na perspectiva de uma nação que caiu e chorou de remorso. Temos nessa pequena jóia uma grande lição para nós hoje: o melhor caminho para sobreviver à dor e aflição é colocá-las aos cuidados do Senhor. O Calvário e a ressurreição nos redimiu, não estamos sujeitos à punição retributiva por pecados cometidos: Cristo nos resgatou sofrendo em nosso lugar. Mas Deus freqüentemente permite que passemos por momentos difíceis para nos disciplinar (Hb 12.3-17). Através do sofrimento aprendemos a obediência e nos tornamos mais fortes em nossa fé. Viver por fé é a chamada para nós. A fé escolhe crer na Palavra de Deus acima da evidencia dos sentidos, sabendo que as circunstancias naturais devem ser mantidas sujeitas à Palavra de Deus. A fé não está negando as circunstancias; pelo contrário, está crendo no testemunho de Deus e vivendo em concordância com o mesmo. Dependemos inteiramente do Senhor para caminharmos bem a carreira nos foi proposta. Carecemos de experiência com Deus, que nos dê força e coragem para suportarmos as dificuldades da caminhada, mas precisamos acima de tudo, aprendermos a depender unicamente da graça e poder divinos. O homem é um ser que pensa cuja principal característica é a racionalidade. É o uso da razão – ou a possibilidade – que nos distingue dos demais seres viventes – ou que deveria distinguir. Essa possibilidade que nos coloca diante da realidade do mundo, enfrentando-o, transformando-o, vivendo-o, enquanto que os demais seres estão apenas imersos nesse mesmo mundo, sem, no entanto, interagir com ele. O uso da razão nos leva a refletir, a pensar – por na balança para avaliar o peso de alguma coisa – a avaliar para descobrir o peso dos fatos, da realidade. No uso dessa característica, muitos pensadores chegaram a conclusões impressionantes acerca das maiores indagações da humanidade. Pesando os fatos, a realidade das coisas, os pré-socráticos chegaram à brilhante conclusão de que a ‘arché’ (princípio) de todas as coisas é o Logos. A existência do homem é radicalmente diferente da dos animais. Os animais são levados pela vida, pelo instinto, e não lhes é problema viver, já que nascem plenamente constituídos, isto é, eles não podem ser melhores do que já são – evolucionistas me perdoem. O homem não nasce assim, pronto, pleno. É dada a oportunidade da evolução, do aperfeiçoamento de suas potencialidades. O homem é um ser que nasce projeto! Projeto pessoal, intransferível, de aperfeiçoamento das capacidades e potencialidades, num processo de construção da própria vida, que deve ser assumido, alimentado, repensado, desenvolvido até o nível de varão perfeito, à medida da estatura do Logos. Se isto não ocorrer, o homem deixa de viver e passa a estar imerso no mundo, vegetando, como aqueles seres coadjuvantes. No dizer de Paulo, ‘conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude – pleroma: número completo, complemento total, medida completa, abundancia, plenitude, o que foi completado - de Deus’ (Ef 3.19). Conhecer o amor de Deus é a essência da maior plenitude e a chave para o crescimento maduro, estável e íntegro. N’Ele, para que a prova da nossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo (1Pe 1.7), Francisco A Barbosa BIBLIOGRAFIA PESQUISADA - Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD; - Bíblia de Estudo Plenitude, SBB, PC Hb 11.26; p. 1293 - Bíblia de Estudo de Genebra, ECC/SBB; - Blog O Gideão: http://ogideao.blogspot.com/2009_01_01_archive.html; - Imagem: (Muro das Lamentações). EXERCÍCIOS RESPONDA 1. O que são as lamentações de Jeremias? R. O canto plangente de Jeremias em favor do seu povo. 2. . Por que ele as escreveu? R. Para chorar e lastimar a queda da monarquia da Casa de Davi; a destruição de Jerusalém e a deportação dos judeus para a Babilônia. 3. Por que é preciso lamentar? R. Precisamos lamentar pelo povo de Deus e por nossa família, pois estamos vivendo tempos difíceis. 4. O que é o fator misericórdia? R. O mesmo Deus que fere, também unge as feridas. 5. Que lição podemos tirar das Lamentações de Jeremias? R. Resposta pessoal.