quinta-feira, 12 de julho de 2012

Os 10 Princípios Básicos da interpretação da bíblica


Os 10 Princípios Básicos da interpretação da bíblica:

Eis aqui os dez princípios que devem ser seguidos por quem deseja interpretar corretamente a Bíblia:

1° - denomina-se princípio da unidade escriturística. Sob a inspiração divina a Bíblia ensina apenas uma teologia. Não pode haver diferença doutrinária entre um livro e outro da Bíblia.

2° - Deixe a Bíblia interpretar a própria Bíblia. Este princípio vem da Reforma Protestante.

3° - Jamais esquecer a Regra Áurea da Interpretação, chamada por Orígenes de Analogia da Fé. O texto deve ser interpretado através do conjunto das Escrituras e nunca através de textos isolados.
4° - Sempre ter em vista o contexto. Ler o que está antes e o que vem depois para concluir aquilo que o autor tinha em mente.

5° - Primeiro procura-se o sentido literal, a menos que as evidências demonstrem que este é figurado.

6° - Ler o texto em todas as traduções possíveis - antigas e modernas.
Muitas vezes uma destas traduções nos traz luz sobre o que o autor queria dizer.
7° - Apenas um sentido deve ser procurado em cada texto.
8° - O trabalho de interpretação é científico, por isso deve ser feito com isenção de ânimo e desprendido de qualquer preconceito. (o que poderíamos chamar de "achismos").

9° - Aprender a ler cuidadosamente o texto e fazer algumas perguntas relacionadas com a passagem para chegar a conclusões circunstanciais. Por exemplo:

a) - Quem escreveu?

b) - Qual o tempo e o lugar em que escreveu?

c) - Por que escreveu?

d) - A quem se dirigia o escritor?

e) - O que o autor queria dizer

10° - Feita a exegese, se o resultado obtido contrariar os princípios fundamentais da Bíblia, ele deve ser colocado de lado e o trabalho exegético recomeçado novamente.

Nota:
Definição de Exegese: Guiar para fora dos pensamentos que o escritor tinha quando escreveu um dado documento, isto é, literalmente significa "tirar de dentro para fora", interpretar.

RUTE – PANONORAMA DA BÍBLIA

PANORAMA DA BÍBLIA
O LIVRO DE RUTE 
 

O contexto histórico
A tocante história de Rute situa-se no quadro do declínio de Israel, no fim do período dos Juízes. É possível que tenha sido Samuel o escolhido para escrever esta curta narração, no momento em que Davi recebia a unção real, visto que o autor tem o cuidado de estabelecer a ligação genealógica entre Rute e o grande chefe de Israel (confira Rute 4:18-22).


O tema geral
Admirável contraste: No livro de Juízes, os homens “fazem o que lhes parece mais reto; no livro de Rute, Deus faz o que Lhe parece bom, chamando esta mulher moabita, estranha às alianças e à promessa (confira Deuteronômio 23:3), para entrar na linhagem messiânica (Mateus 1:5), e tomar-se cidadã de Belém.


Aplicação profética
É uma maravilhosa imagem do plano redentor de Deus: Por amor Ele convida os pagãos, que somos nós, a fazerem parte de Seu povo celeste, porque encontramos em Cristo Aquele que tem “o direito de resgate” sobre nossas almas! (confira Rute 4:1-8 e Apocalipse 5:1-5,9).


Glossário
1:19
Noemi – Doçura, beleza

 1:20
Mara – Amarga, tristeza.

 3:12; 4:1,4
Direito de resgate – Em Israel, um escravo podia ser remido por seu parente mais próximo; era esse direito de resgate que Boaz reivindicou em favor de Noemi e de Rute (confira Levítico 25:39-55).

 4:1
A porta da cidade justiça – Lugar onde se executava a justiça (confira 3:11).
  
4:7
Tirava o calçado – Confira também Deuteronômio 25:7-9.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A centralidade de Cristo em nossos pensamentos


Texto base: Marcos 12:28-30


Se compararmos o texto de Marcos com o texto original (Dt 6:5) perceberemos que Cristo adiciona o amar com “todo entendimento”. O ponto é deixar claro que temos que amar a Deus com todo nosso ser, inclusive nosso pensar. Mas pense sobre isso. Será que estamos acostumados a amar alguém com nossa mente? Falamos: “eu te amo de todo coração” ou “eu te amo de toda minha alma”, mas quem fala “eu te amo com todo meu cérebro”? Então, como amar a Deus com toda nossa mente, tendo nosso pensamento centrado em Cristo, principalmente fora da igreja?
Amar a Deus com todo o teu entendimento
Precisamos aprender a ter prazer tanto ao ler a Bíblia, quanto ao ler o livro da natureza, as coisas que Deus criou. E esse pensar faz com que nosso amor desperte. Quando você ama alguém você busca conhecê-la. Da mesma forma, quem ama a Deus irá buscar conhecê-lo; e quanto mais o conhecermos, mais glorioso Ele será aos nossos olhos.
Amar a Deus com todo o teu entendimento
Somos chamados para amar a Deus com o entendimento que já temos dele. Precisamos crescer em entendimento, mas isso não significa que para amar a Deus você precisa antes ser um PhD.
Amar a Deus com todo o teu entendimento
E este é o desafio: todo nosso pensamento, quer extensivamente (todo tipo de pensamento), como intensivamente (com todo empenho).
A primeira coisa que precisamos aprender disso é não dividir a mente, como se houvesse uma mentalidade para a igreja e outra para fora da igreja. A divisão não é se algo é de igreja (“gospel”) ou não, mas se Deus é honrado ou não – e isso pode acontecer tanto dentro como fora da igreja.
Em segundo lugar, será que pensamos como o mundo? Alguns exemplos:
  • O que é preciso para casar? Estabilidade financeira? Terminar a faculdade, mestrado, doutorado? Construir a casa própria? Não é assim que o mundo pensa? Será que temos, como o mundo, confiado no dinheiro ou temos confiado em Deus?
  • Tratamos fé e trabalho são coisas separadas? Será que um cristão pode trabalhar em qualquer coisa? Seu trabalho fere princípios morais da Escritura?
  • Somos seguidores ou criados de cultura? Será que estamos copiando as coisas do mundo e adicionado o termo “gospel” depois?
Se você pensa como o mundo, você será mundano mesmo que esteja dentro da igreja. Mas seja encorajado pelo exemplo de Daniel, que fez apesar de ter feito “a faculdade da Babilônia” (e você não precisa fugir da sua faculdade) não se contaminou com as coisas do mundo e manteve sua santidade e cosmovisão.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

10 Razões porque devo participar da Escola Bíblica Dominical



Um dos grandes problemas enfrentados pela igreja evangélica brasileira é o fraco ensino bíblico, e isso se deve em parte ao abandono da Escola Bíblica Dominical.





Pensando nisso e entendendo a gravidade do tempo que vivemos resolvi escrever 10 razões porque devemos participar da EBD de nossas igrejas:





1. Por causa do amor a Cristo e sua Palavra. (Jo 14.21)





2. Porque é dever do cristão crescer no conhecimento de Deus através do ensino saudável das Escrituras.





3. Para que não sejamos enredados pelas heresias e desvios doutrinários do nosso tempo. (Mt 22.29)





4. Porque a igreja se desenvolve de forma relacional, comunitária e intelectual através do estudo sistemático da Palavra de Deus.





5. Porque o ensino da Palavra de Deus proporciona a elevação do nível de maturidade da igreja local.





6. Porque a Escola Bíblica Dominical é um excelente meio para evangelização de amigos e familiares.





7. Porque a Escola Bíblica Dominical é um lugar propício para a descoberta, crescimento e capacitação de novos ministérios.





8. Porque a Escola Bíblica Dominical fortalece a família promovendo o entrelaçamento dos relacionamentos familiares.





9. Porque o estudo sistemático da Palavra nos desperta a uma vida de santidade.





10. Porque a Escola Bíblica Dominical é uma profícua fonte de avivamento e despertamento espiritual para a igreja.

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