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sábado, 2 de março de 2013

O Carnaval e a Bíblia


O Carnaval e a Bíblia

 
“Os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz". (Rm 8:5-8;12-14).

Estamos chegando no mês de março e com ele vem aí o Carnaval, essa festa que arrebata multidões para as ruas, promove desfiles suntuosos, comilança, excessos em geral e também muita violência, liberalidade sexual etc. Ao estudarmos a origem do Carnaval, vemos que ele foi uma festa instituída para que as pessoas pudessem se esbaldar com comidas e festa antes que chegasse o momento de consagração e jejum que precede a Páscoa.
O Brasil é tradicionalmente conhecido como o país do carnaval. Normalmente, esta festa da carne, esta celebração pagã acontece no mês de fevereiro ou março conforme o calendário de cada ano. Em todas as cidades e principalmente nas capitais, milhares de pessoas se preparam para o tão sonhado acontecimento. Em algumas regiões semanas inteiras são dedicados aos foliões que se habilitam a percorrerem as principais avenidas atrás de um carro de som extravasando suas emoções e suas paixões carnais. o carnaval de hoje, são poucas as diferenças das festas que o originaram, continuamos vendo imoralidade, música lasciva, promiscuidade sexual e bebedeiras. Visitando o site da Bahia, lá encontrei a seguinte frase: "Pule o carnaval Carnal, lúdico, dilacerador, espiritualizado, físico”.
Nem todo tipo de divertimento é aprovado na Bíblia. O apóstolo Paulo declara que as festanças, ou festejos ruidosos e turbulentos, são uma das “obras da carne” e que os que as praticam “não herdarão o reino de Deus”. (Gálatas 5:19-21) Paulo admoestou os cristãos a ‘andar decentemente, não em festanças’. (Romanos 13:13). Pesquisei para saber mas sobre essa festa diabólica e encontrei que durante as festividades gregas em honra a Dionísio, segundo Durant, multidões de foliões “bebiam desenfreadamente, e consideravam desprovidos de juízo aqueles que não o perdiam o juízo. Marchavam em tumultuosa procissão, e enquanto bebiam e dançavam, entregavam-se a um frenesi no qual todos os preconceitos eram abandonados”.
Algo bem parecido ocorria nas festividades romanas em honra a Baco (chamadas de bacanálias), em que as principais diversões eram bebedeiras, canções e música lascivas, e eram o cenário de “ações muito depravadas”. Não precisamos ir muito longe na Palavra de Deus para saber que o carnaval é uma festa contrária à Sua vontade. Esta festa onde tudo é liberado não diz respeito à vontade de um Deus que ama seus servos e diz que eles são templo do seu Espírito (1Cor 3.16).Temos como principal ponto de maior impacto durante a comemoração desta festa ímpia o nosso País. Para ser mais exato o Rio e também atualmente a Bahia. Além do mais se trata de uma festa onde muitas pessoas adulteram, se embriagam, participam de orgias, fornicações, drogas etc.
Pode imaginar Jesus Cristo ou seus apóstolos participando nas festas que deram origem ao carnaval, tomando parte nas bebedeiras, na imoralidade e nas danças desenfreadas de tais festas antigas? Se não, como pode uma pessoa ser verdadeiro seguidor de Cristo e participar nas modernas festas carnavalescas? Considere a admoestação da Bíblia: Não vos ponhais em jugo desigual com incrédulos. Pois, que associação tem a justiça com o que é contra a lei? Ou que parceria tem a luz com a escuridão? Além disso, que harmonia há entre Cristo e Belial? Ou que quinhão tem o fiel com o incrédulo? E que acordo tem o templo de Deus com os ídolos? Portanto, saí do meio deles e separai-vos’, diz o SENHOR, ‘e cessai de tocar em coisa impura’; ‘e eu vos acolherei. 2 Cor. 6:14-17. Há quem justifique como estratégia evangelística a participação efetiva na festa do carnaval, desfilando com carros alegóricos e blocos evangélicos, o que não deixa de ser uma tremenda associação com a profanação.
Pergunta-se, então: será que deveríamos frequentar boates gays, sessões espíritas e casas de massagem, a fim de conhecer melhor a ação do diabo e investir contra elas? Ou deveríamos traçar estratégias melhores de evangelismo? E não estarmos em cima de caminhões ou em blocos carnavalescos, para falarmos de cristo. Como cristãos, não podemos concordar e muito menos participar de tal comemoração, que vai contra os princípios claros da Palavra de Deus.

sábado, 14 de julho de 2012

As ovelhas morrem sem uma igreja?



Há muitas mensagens atuais que ocupam os meios de comunicação. Uma das mais insistentes – e mais ignoradas, por sinal – é o apelo pela preservação do meio ambiente. “Salve as baleias”, “recicle”, “não ao desmatamento”… e por aí vai. O que os ambientalistas alegam é que, sem um ecossistema, a vida humana não só ficará mais pobre, mas, em algum prazo, se tornará insustentável. Por isso, a ferro e fogo, buscam salvar espécies em extinção. Buscam lembrar que não podemos viver de combustível não renovável (como petróleo, carvão e gás natural) para sempre. Ao pendurarmos o complexo industrial mundial em recursos que um dia acabarão, condenamos o mundo futuro a uma eventual retrocesso à idade da pedra ou, no mínimo, a uma vida rural e limitada.

Há fundamento nisto? Certamente. Os números são cruéis e não mentem. Em algum prazo, algo vai se transformar drasticamente. Algo vai ter que mudar. Não há como viver queimando a vela com as duas pontas acessas. Os dedos hão de queimar, mais cedo ou mais tarde.

“Ah, mas Cristo vai voltar antes disso”, alguns diriam. Na euforia apocalíptica achamos fuga e consolo. Mas podemos afirmar com toda certeza que Jesus voltará antes? Ou será que as coisas vão ficar mais sérias anteriormente à Sua segunda vinda? A dúvida continua. Mas não queremos pensar nisto. Agora não. Estamos muito bem. Afinal, tem o supermercado na esquina, ainda tenho um emprego e tudo vai mais ou menos. Está dando para levar. Empurramos com a barriga todas as considerações, pois daqui a pouco tem a Copa do Mundo.

A verdade é que a vida não existe sem que haja um meio ambiente que a sustente. Mentes não crescem e prosperam sem que haja uma cultura que as cultive. Sim, culturas cultivam. Eu não me criei a mim mesmo. Fui criado. Nasci, cresci, fui educado, fui ensinado sobre as coisas básicas da vida por pessoas, processos, conceitos, músicas, filmes, leituras, amigos, parentes, professores, inimigos e toda uma constelação de fatores: geografia (cresci no Rio de Janeiro, praia faz parte da cultura que me criou), o tempo (dias chuvosos frequentemente me deprimem), esporte (na Copa a vida não para, mas muda de ritmo, certamente), raça (convenhamos que o fato de ter nascido branco foi um fator na minha formação) e uma infinidade de outros elementos. Nasci nos anos 50. Ao crescer, minha música transitava entre os Beatles e Led Zeppelin, James Taylor e Elis Regina. Meus conceitos, minhas sensibilidades, meus gostos, meus passatempos… todos foram formados por esse meio ambiente, por essa cultura humana.

Vivemos numa época de ignorância cultural. Achamos que só pelo fato de escolhermos podemos mudar quem somos. Achamos que todos os nossos hábitos, convicções, crenças e opções são um resultado direto da nossa livre escolha, do nosso livre-arbítrio. Por isso, cremos que os nossos filhos precisam ficar o mais livres que puderem, para “achar o seu caminho”. Só que isso é menos uma questão de zelo e mais uma questão de preguiça dos pais. A verdade é que culturas cultivam. Uma vida não é o resultado apenas das suas escolhas. É fruto de uma cultura.

Cultura é a soma de artefatos (prédios, arte, livros, músicas, moda, tecnologia etc.) e ideias (que são artefatos, também, só que virtuais, como ditados, contos, mitos, heróis etc.). Esses artefatos e essas ideias são a maneira pela qual vidas são cultivadas. A cultura brasileira produz brasileiros. Óbvio, não? Compare um ser humano holandês com um ser humano brasileiro. Qual é a diferença? A cor do cabelo? A cor dos olhos? Nada disso. Veja como ele gasta seu dinheiro, como ele fala, o que valoriza, como decide com quem casar, como escolher uma carreira, seu ponto de vista político. Tudo isso é fruto de uma cultura que o cultivou. Sejamos mais radicais. Comparemos um chinês comunista com um brasileiro de direita. Dois seres humanos. Não podiam ser mais diferentes, embora seu DNA seja idêntico (ou quase). Os dois comem, respiram, sentem dor, sentem prazer… mas são irreconhecíveis se forem comparados um ao outro. Culturas radicalmente diferentes cultivaram dois ser humanos radicalmente diferentes.

Jesus disse que estamos no mundo mas não somos deste mundo. Não é segredo para ninguém que a maioria dos cristãos atuais em muito pouco difere de “mundanos” (pessoas que pensam as “coisas dos homens” – Mt 16.23). As práticas, os costumes e os valores são tão próximos que é difícil imaginar um povo realmente peregrino e separado “só porque” segue a Cristo. Isso ocorre porque não existe mais uma cultura cristã que cultive cristãos. Nosso cristianismo é um verniz fininho aplicado a uma mente mundana, de hábitos mundanos, de valores mundanos, mas que abrace modestamente, pifiamente até, a cultura bíblica. Para que fôssemos mais cristãos, teríamos de criar uma cultura cristã.

É aqui que entra a importância da Igreja. É na comunidade dos santos que crescemos na graça do Nosso Senhor Jesus Cristo. Aprendemos a andar juntos. Partimos o pão e compartilhamos o cálice da comunhão. Aprendemos a ser transparentes, corteses, pacientes, simples, modestos, fieis, honestos, amorosos, perseverantes, compassivos, com domínio próprio. Essas coisas não surgem em nós só porque lemos a Palavra. A comunidade da fé gera isso em nós. O “ecossistema” da fé é a igreja.

O cristão precisa “salvar os pastores” e não as baleias. O cristão precisa entender que se acabar a igreja acaba a cultura que cultiva a fé. Cristo foi dado para a Igreja “que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância” (Ef 1.23).

É claro que a Igreja não vai acabar. Cristo prometeu edificar a sua Igreja. Mas vivemos numa época em que alguns (muitos, aliás) estão abandonando a comunhão dos santos. Acham que não precisam mais dessa estrutura “anacrônica e ultrapassada, ineficiente e corrupta”. Ledo engano! Seus filhos precisam crescer num ambiente que vá cultivar as virtudes e os valores que vão fortalecê-los neste bravo novo mundo. Sua filha precisa aprender o amor de Deus para não cair, um dia, nos braços de algum malandro que, bonitão e falando macio, vá abandoná-la com um filho para criar. Seu filho precisa aprender fidelidade para não ser esse malandro ou não cair no papo dos que prometem riqueza fácil. Sem aprender a vivenciar os princípios de Provérbios e todo o conselho das Escrituras, ele será presa fácil dos aproveitadores deste mundo.

Um futuro para a sua família depende de uma cultura que a cultive. Não pense que por ser você um cristão eles também serão cristãos só por crescerem debaixo do seu teto. O mundo é maior do que a sua casa. A igreja é a cultura de que precisam para serem cultivados nos caminhos do Senhor. Sem a Igreja a ovelha morre.

quarta-feira, 9 de março de 2011

O PRIMEIRO CONCÍLIO DA IGREJA


Pois havia surgido antes, “...uma agitação e tornando-se veemente a discussão de Paulo e Barnabé com eles, decidiu-se que Paulo e Barnabé e alguns outros dos seus subiriam a Jerusalém, aos apóstolos e anciãos, para tratar da questão”, (At 15, 2).
Devido a grande discussão, por causa da obrigatoriedade de submeter os novos cristãos as praticas da lei mosaica, como a circuncisão, se deveria comparecer em Jerusalém a presença dos apóstolos.
A verdade da Igreja se mantém por causa dos apóstolos e demais discípulos, como Paulo diz:“... Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade”, conferir (Tm 3, 15). Aonde Paulo afirma que as três colunas que afirmam a Igreja são os apóstolos Pedro, Tiago e João: “Pelo contrário, vendo que a mim fora confiado o evangelho dos incircuncisos como a Pedro o dos circuncisos – pois Aquele que operava em  Pedro para a missão dos circuncisos operou também em mim em favor dos gentios – e conhecendo a graça em mim concedida, Cefas (aramaico rocha), Tiago e João, os notáveis tidos como colunas, estenderam-nos a mão, a mim e a Barnabé, em sinal de comunhão” (Gl 2, 7:9).
Quanto a "presidência do Concílio", Pedro e Tiago ocuparam os seus lugares na igreja de Jerusalém, Pedro iniciando a reunião e Tiago a concluindo. Não há referências para a outras constatações a respeito deste concílio.

Desenvolvimentos do Concílio

Entre eles estabeleceu-se uma dúvida e uma polêmica: saber se os gentios, ao se converterem ao cristianismo, teriam que adotar algumas das práticas antigas da Lei Mosáica para poderem ser salvos, inclusive o fazer-se circuncidar:
“Entretanto, haviam descido alguns da Judeia e começaram a ensinar aos irmãos: Se não vos circundardes segundo a norma de Moisés, não podereis salvar-vos.” (At 15, 1)

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