domingo, 24 de julho de 2016

O que é o Juízo Final?

O último de todos os julgamentos, o do Grande Trono Branco, é conhecido como o Juízo Final. Os termos “grande” e “branco” aludem a poder e glória, bem como a santidade e justiça do Justo Juiz, o Senhor Jesus Cristo (Jo 5.22), designado pelo Pai para julgar com justiça (At 17.31). Ele “julgará os povos com retidão” (Sl 9.80) em todos os julgamentos escatológicos: no Tribunal de Cristo (2 Tm 4.8; Ap 22.12); no Julgamento de Israel (Dn 12.1; Jl 2.32); no Julgamento das Nações (Mt 25.31,32; 13.40-46); no Julgamento do Diabo e suas hostes (Ap 20.10; Rm 16.20) e no Trono Branco (Ap 20.13; 21.8; 22.15).

1. Quem participará do Juízo Final? Em 2 Timóteo 4.1 está escrito que o Senhor Jesus Cristo há de julgar os vivos e mortos, na sua vinda e no seu Reino. Os vivos, no tempo desse julgamento final, já terão sido julgados, exceto os sobreviventes do Milênio. Mas observe que o Juízo Final é o julgamento dos “mortos”, termo que aparece em Apocalipse 20.11-15 quatro vezes. Todos os mortos em pecado que ainda não tiverem sido julgados estarão em pé diante do Trono Branco. Quem serão eles? (1) Os mortos que não ressuscitarem no Arrebatamento da Igreja; (2) os mortos durante a Grande Tribulação e na batalha do Armagedom que não ressuscitarem antes do Milênio; (3) os pecadores contumazes que morrerem durante o Milênio.

Não serão proferidas, nesse último grande juízo, duas sentenças, como ocorreu no Julgamento das Nações (Mt 25.46). Haverá uma única condenação para os ímpios (Ap 20.15). Alguns teólogos dizem que os salvos também hão de ser julgados, mas isso contraria o que Jesus afirmou, em João 5.24, ARA. O termo “juízo” (gr. krisin), aqui, diz respeito a “decisão”, “julgamento”, no sentido forense, especificamente acerca do juízo divino. Nesse caso, o salvo em Cristo já tem a vida eterna e não mais será julgado quanto ao pecado (cf. Rm 8.1,16,33,34), a menos que se desvie do caminho da justiça e morra sem Cristo (2 Pe 2.20-22; Mt 24.13; Ap 3.5).

O que foi dito acima também vale para os servos de Jesus Cristo, dentre os povos naturais, que vierem a morrer durante o Milênio. Por analogia, assim como os mortos em Cristo, por ocasião do Arrebatamento da Igreja, não serão julgados quanto ao pecado, ao ressuscitarem (1 Ts 4.16-18; Ap 22.12), também não haverá necessidade de os mortos em Cristo durante o Milênio ressuscitarem para comparecer diante do Justo Juiz na qualidade de réus (cf. Jo 5.22-29). Por que eles precisariam ouvir a sentença de salvação, uma vez que já terão a plena certeza e a garantia de que estão em Cristo?

2. Por que a morte e o Hades darão os mortos? Segundo Apocalipse 20.13, o mar dará os mortos que nele há. Jesus também afirmou que “todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz” (Jo 5.28). Onde quer que estiverem, os pecadores ressuscitarão para comparecer diante do Trono Branco. A morte (gr. thanatos) e o inferno (gr. hades) darão os seus mortos, os quais, após o Juízo Final, serão lançados no Lago de Fogo (Ap 20.13,14). O vocábulo “morte”, aqui, é uma metonímia e alude a todos os corpos de ímpios, oriundos de todas as partes da Terra, seja qual for a condição deles. Há pessoas cujos corpos são cremados; outras morrem em decorrência de grandes explosões etc. Todas terão os seus corpos reconstituídos para que compareçam perante o Juiz.

Como todos terão de comparecer perante o Justo Juiz em seu estado pleno — espírito, alma e corpo —, estes elementos terão de ser reunidos. Daí a ênfase de que “a morte” e também “o inferno” darão os seus mortos. O termo “inferno”, na passagem em apreço, é hades, também empregado de forma metonímica. Assim como a “morte” dará o corpo, o Hades dará a parte que não está neste mundo físico, isto é, a alma (na verdade, alma+espírito).

Todos os sentenciados ao Lago de Fogo, no Trono Branco, serão pecadores já condenados por antecipação (cf. Jo 3.18,36), haja vista o Hades ser um lugar de tormentos onde os injustos aguardam a sentença definitiva (cf. Lc 16.23). Nenhuma alma salva em Cristo se encontra no Hades, mas no Paraíso (Lc 23.43; 2 Co 12.2-4). Diante do exposto o que significa: “a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo”? Denota que os corpos e as almas dos perdidos — que saíram do lugar onde estavam e foram reunidos na “segunda ressurreição”, a da condenação (Jo 5.29b) —, depois de ouvirem a sentença do Justo Juiz, serão lançados no Inferno propriamente dito, o Lago de Fogo.

Portanto, a frase “a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo” (Ap 20.14) tem uma correlação com o que Jesus disse em Mateus 10.28: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (ARA). Ou seja, as almas (“o Hades”) e os corpos (“a morte”) serão lançados no Geena, o Inferno Final. Depois disso, nunca mais haverá morte, o último inimigo a ser vencido (1 Co 15.26).

3. Como será o julgamento dos que tiverem morrido sem ouvir o Evangelho? Estes, certamente, serão julgados, mas não sabemos ao certo quais serão os critérios, exceto quanto à infalível justiça divina. Principalmente por se tratar de uma exceção, o Justo Juiz não deixará de tratar desse caso com imparcialidade. Como disse Abraão ao Senhor, em sua intercessão por Ló, “Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?” (Gn 18.25).

Não cabe a nós fazer afirmações apressadas e dogmáticas quanto ao presente assunto, porém o texto de Romanos 2.12-16 (ARA) apresenta algumas certezas quanto ao Juízo Final no que concerne às pessoas mortas sem nunca terem ouvido a mensagem salvadora do Evangelho:

a) Tendo conhecido ou não o Evangelho, todos serão julgados segundo as suas obras; e os pecadores impenitentes serão condenados. “Assim, pois, todos os que pecaram sem lei também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram mediante lei serão julgados” (v. 12). Em Ezequiel 18.20-24 fica claro que Deus pune a alma pecadora, além de considerar tanto o arrependimento do ímpio, quanto o desvio do justo.

b) O julgamento não se dará com base no que uma pessoa dizia ser, e sim no que de fato ela praticou na Terra. “Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (v. 13).

c) A lei aqui não é propriamente o Evangelho, mas aquilo que a pessoa assimilou durante a sua vida em relação a Deus. “Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos” (v. 14). Como aqueles que não têm lei poderiam proceder de acordo com ela? O Senhor não se revela ao ser humano apenas pela sua Palavra. A própria criação manifesta a sua glória e a sua divindade (Sl 19.1-3; Rm 1.20).

d) Essa lei fica gravada no coração dos homens, e as suas consciências e os seus pensamentos os acusam ou os defendem, a fim de que não tenham reclamações, naquele Dia. “Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se” (v. 15).

e) Tudo o que está gravado no coração dos seres humanos, na parte mais profunda de seu ser, virá à tona. Os livros se abrirão no dia do juízo, e Deus, por meio de Cristo Jesus, julgará os segredos de cada um. “... no dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o meu evangelho” (v. 16).

4. Quais serão os critérios do Juízo Final? A salvação é exclusivamente pela graça, mas os mortos sem salvação serão julgados de acordo com as coisas escritas nos livros, isto é, segundo as suas obras (Ap 20.12). E aquele cujo nome não constar do livro da vida será lançado no Lago de Fogo (Ap 20.15). Isso significa que o Senhor tem o registro de tudo o que fazemos (Sl 139.16; Ml 3.16; Sl 56.8; Mc 4.22).

5. O que é o livro da vida? É o registro de todos os salvos, de todas as épocas (Dn 12.1; Ap 13.8; 21.27). Alguns teólogos afirmam que Deus relacionou toda a humanidade no livro da vida e risca dele quem não recebe a Cristo como Salvador. Não obstante, a promessa “de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida” (Ap 3.5) é dirigida aos salvos que vencerem, permanecendo em Cristo (cf. Mt 24.13; 1 Co 15.1,2). Em Filipenses 4.3, o apóstolo Paulo mencionou cooperadores “cujos nomes estão no livro da vida”, porém antes asseverara: “estai sempre firmes no Senhor, amados” (v. 1; cf. Ap 2-3). 

Outros teólogos têm afirmado que Deus inseriu nesse livro somente os nomes dos eleitos para a salvação antes da fundação do mundo. Mas, em Apocalipse 17.8, está escrito que os nomes dos salvos são relacionados no livro da vida “desde a”, e não “antes da” fundação do mundo. Há uma enorme diferença entre “antes da” e “desde a”. No grego, o termo “desde” (apo) significa “a partir de”.

A frase “cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo” — “whose name has not been written in the book of life from the foundation of the world” (NASB) — denota que os nomes dos salvos vêm sendo inseridos no livro da vida desde que o homem foi colocado na Terra criada por Deus (Gn 1). Esse mesmo tipo de construção frasal foi empregado em Apocalipse 13.8 para denotar que todos os cordeiros que foram sendo mortos desde o princípio apontavam para o sacrifício expiatório do Cordeiro de Deus (Is 53; Jo 1.29). Não existe, pois, uma lista de eleitos previamente pronta antes que o mundo viesse a existir.

Uma pessoa só pode ter o registro do nome em cartório depois de seu nascimento. Da mesma forma, o nome de um salvo só passa a constar do livro da vida após seu novo nascimento (cf. Jo 3.3). Na medida em que os indivíduos creem em Cristo e o confessam como Senhor (Rm 10.9,10), vão sendo inscritos no rol de membros da Igreja dos primogênitos, a Universal Assembleia (At 2.47, ARA; Hb 12.23). Segundo a Palavra de Deus, existe a possibilidade de pessoas salvas, que não perseverarem até ao fim, terem os seus nomes riscados do livro da vida do Cordeiro (Ap 3.5; Êx 32.32,33). Serão riscados do livro da vida os que permanecerem desviados do Senhor e em pecado (cf. Ap 3.3-5; 21.27; Hb 3; 6; 10; 2 Pe 2).

Maranata!

Lição 4 EBD 3 trimestre 2016

Lição 4 EBD 3 trimestre 2016
O trabalho e atributos do ganhador de almas.
2 Timóteo 4:5 “Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério”
VERDADE PRÁTICA
A missão do evangelista é falar de Cristo a todos, em todo lugar e tempo, por todos os meios possíveis.
LEITURA DIÁRIA
Segunda — Ef 4.11: Evangelista, ministério primordial 
Terça — Mt 4.23: Jesus, o evangelista por excelência 
Quarta — Pv 11.30: Evangelista, um obreiro sábio 
Quinta — At 21.8: Filipe, o evangelista 
Sexta — 2Tm 4.5: O trabalho de um evangelista 
Sábado — 2Tm 4.2: Evangelizando em todo tempo
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Atos 8:26-40
26 — E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te e vai para a banda do Sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserto. 
27 — E levantou-se e foi. E eis que um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros e tinha ido a Jerusalém para adoração, 
28 — regressava e, assentado no seu carro, lia o profeta Isaías. 
29 — E disse o Espírito a Filipe: Chega-te e ajunta-te a esse carro. 
30 — E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías e disse: Entendes tu o que lês? 
31 — E ele disse: Como poderei entender, se alguém me não ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse. 
32 — E o lugar da Escritura que lia era este: Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim não abriu a sua boca. 
33 — Na sua humilhação, foi tirado o seu julgamento; e quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra. 
34 — E, respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo ou de algum outro? 
35 — Então, Filipe, abrindo a boca e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus. 
36 — E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? 
37 — E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. 
38 — E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou. 
39 — E, quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco; e, jubiloso, continuou o seu caminho. 
40 — E Filipe se achou em Azoto e, indo passando, anunciava o evangelho em todas as cidades, até que chegou a Cesareia.
INTRODUÇÃO
Ganhar almas é tarefa de todo discípulo de Cristo. Nesse sentido, você eu somos evangelistas. Isso significa que, tanto o pastor quanto as ovelhas, têm o dever de anunciar a todos, em todo tempo e lugar, o evangelho que salva, liberta e redime plenamente o pecador. 
Todavia, não podemos esquecer o obreiro chamado por Deus, e ordenado pela igreja, para exercer o ministério evangelístico. Nesse caso específico, o evangelista não pode ser um ganhador de almas eventual, mas alguém que proclama o Evangelho de forma concentrada, metódica e com objetivos bem definidos. 
Vejamos, pois, quem é o evangelista, esse obreiro tão essencial à expansão do Reino de Deus.
I. EVANGELISTA, GANHADOR DE ALMAS
Se a nossa principal missão é ganhar almas, é inadmissível uma igreja desprovida de evangelistas. Sem esse ministério, a igreja definha e perde a sua mais preciosa razão de ser.
Definição. A palavra evangelista, originária do termo grego euaggelistes, define o obreiro vocacionado por Deus através do Espírito Santo, e confiado à Igreja por Cristo, visando à proclamação extraordinária das Boas-Novas de Salvação (Ef 4.11; At 8.6).
O evangelista no Antigo Testamento. A palavra hebraica que designa o portador de Boas-Novas é basar, que, entre outras coisas, significa mensageiro e pregador (Is 40.9; 52.7). Em hebraico, a palavra evangelho é besorah, que também significa boas notícias, a exemplo de sua congênere em língua grega.
O evangelista em o Novo Testamento. Na Igreja Primitiva, o primeiro discípulo de Cristo a receber o título de evangelista foi o diácono Filipe (At 21.8). Todavia, conforme podemos observar por todo o livro de Atos, a igreja, como um todo, agia e reagia evangelisticamente, haja vista a dispersão dos crentes de Jerusalém. Por onde passavam, anunciavam as Boas-Novas do Reino (At 8.4).
O evangelista na era da Igreja Cristã. A História da Igreja Cristã mostra que, em todos os reavivamentos, o Espírito Santo destaca a evangelização como o principal evento da igreja. Haja vista o ministério de Wesley, Daniel Berg, Gunnar Vingren e Bernhard Johnson. Ore para que o Senhor da Seara continue a despertar a Igreja a um novo avanço evangelístico.
II. ATRIBUTOS DE UM EVANGELISTA
Do obreiro chamado ao ministério evangelístico, requerem-se os seguintes atributos: amor às almas, conhecimento da Palavra de Deus, espiritualidade plena e disponibilidade.
Amor às almas. Paulo tinha um amor tão grande pelas almas que, por estas, chegava a sentir dores intensas, como se estivesse a dar filhos à luz (Gl 4.19). Por essa razão, afirmou que não poderia deixar de anunciar o Evangelho (1Co 9.16). Foi esse amor que constrangeu Filipe a evangelizar Samaria e a dirigir-se “ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza” para falar com um etíope (At 8.26). 
O evangelista nada é, e nada fará sem o amor às almas perdidas. Pense nisto. E, de imediato, entregue-se em favor dos que caminham para o inferno. Esta é a sua missão.
Conhecimento da Palavra de Deus. Conhecendo profundamente a Palavra de Deus, Filipe soube como conduzir a Cristo o mordomo-mor de Candace que, de volta à Etiópia, vinha lendo o profeta Isaías. Eis como ele foi eficiente: “Então, Filipe, abrindo a boca e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus” (At 8.35). 
Lembre-se: o anúncio do Evangelho de Cristo exige do evangelista um perfeito manejo da Palavra da Verdade (2Tm 2.15). Além disso, esteja preparado, com mansidão e temor, para apresentar a razão da esperança que há em nós (1Pe 3.15).
Espiritualidade plena. O batismo com o Espírito Santo é imprescindível ao exercício eficaz do ministério evangelístico (At 1.8). Filipe era um homem cheio do Espírito (At 6.2-4). E, por essa razão, teve um ministério pontilhado de milagres e atos extraordinários (At 8.6,7). 
Quem evangeliza não se contenta com uma vida espiritual medíocre, mas busca o poder do alto para proclamar, a todos e em todo tempo e lugar, que Jesus é a única solução.
Disponibilidade. Embora fosse casado, o evangelista Filipe estava sempre disponível a cumprir com excelência o seu ministério. Em Atos 8, encontramo-lo em quatro lugares diferentes: Samaria, Gaza, Azoto e Cesareia. E, nem por isso, descuidou de sua família; suas quatro filhas eram profetisas (At 21.8,9). 
Filipe evangelizava tanto pessoal quanto coletivamente; era um obreiro completo.
III. O TRABALHO DE UM EVANGELISTA
O trabalho básico de um evangelista consiste na proclamação do Evangelho, na apologia da fé cristã e na integração plena do novo convertido.
Proclamação do Evangelho. O trabalho prioritário e intransferível do Evangelista, enfatizamos, é pregar Cristo a todos, em todo tempo e lugar. Por esse motivo, não deve ele perder-se em burocracias inúteis e paralisantes. Noutras palavras, que o evangelista faça, de fato, o trabalho de um evangelista (2Tm 4.5). 
Quem foi chamado ao ministério evangelístico deve permanecer fiel à sua vocação (1Co 7.20).
Apologia da fé cristã. A proclamação do Evangelho compreende igualmente a apologia da Fé Cristã (Fp 1.15,16). O verdadeiro evangelista deve estar sempre preparado, objetivando defender a fé cristã ante as nações e os poderosos. Os últimos capítulos de Atos mostram como Paulo, além de anunciar Cristo, soube como defender a esperança evangélica diante das autoridades judaicas e romanas. Destacamos, outrossim, o seu discurso no Areópago de Atenas (At 17). 
Não se furte ao seu dever de apresentar a apologia da fé cristã. Estude, prepare-se e confie na presença do Espírito Santo.
Integração do novo convertido. Embora o evangelista não tenha responsabilidades pastorais efetivas, ele não pode descuidar-se da integração plena do novo convertido. Que cada alma ganha seja discipulada e incorporada também à igreja visível. O lado social do converso não pode ser ignorado.
CONCLUSÃO
Filipe destacou-se como o maior evangelista da Igreja Primitiva. Evangelizando a Judeia, chegou a Samaria. Portanto, que todos nós façamos com excelência o trabalho de um evangelista. A responsabilidade é de todos. Então, proclamemos Cristo a tempo e fora de tempo.
PARA REFLETIR
A respeito da missão do evangelista, responda: 
Defina o evangelista. 
Segundo a lição, qual o maior evangelista da Igreja Primitiva? 
Em Atos 8, quais os lugares evangelizados por Filipe? 
Quais os atributos de um evangelista? 
Quais as funções de um evangelista?

sábado, 24 de outubro de 2015

Lição 13 - Discipulado 2

Lição 13 - Discipulado 2 - MISSÃO DE DISCIPULAR
 
 
Curso Prático de Evangelismo
 
1. O Propósito de Deus – Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo, para fazer discípulos de todas as nações. (Mt 25.19; Jo 20.21; At 15.14;)
2. A Autoridade da Bíblia – Como inerrante e infalível Palavra de Deus, afirmamos o poder das Escrituras Sagradas para efetuar o propósito de Deus na salvação do homem. (Rm 1.16; 2 Tm 3.16)
3. A Universalidade de Cristo – Afirmamos que só existe um salvador e um só Evangelho, embora haja uma variedade de maneiras de se realizar a obra de evangelização do mundo. (Jo 4.42; At 4.12)
4. A Natureza da Evangelização – Evangelização em si é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o propósito de persuadir os homens, para que por intermédio Dele se reconciliem com Deus. (At 20.47; 2 Co 5.11, 20)
5. A Responsabilidade Social Cristã – “A fé sem obras é morta”, embora a reconciliação do homem com o homem, não signifique a reconciliação deste com Deus, nem ação social, evangelização, afirmamos que ambos são parcelas do nosso dever cristão. (Gn 1.26-27; Lc 6.27,35; Tg 2.14-26)
6. A Igreja e a Evangelização – A Igreja ocupa o ponto central do propósito divino, ela é o instrumento para difusão do evangelho. A evangelização mundial requer que a Igreja toda, leve a todo o mundo, o Evangelho Integral em trabalho mútuo de cooperação (Jo 17.21-23; At 1.8; Gl 6.14; Fp 1.27)
7. A Urgência Missionária – Com mais de dois terços da humanidade, ainda não eficientemente evangelizada, como Igreja, sentimo-nos envergonhados da nossa negligência para com tanta gente. Sendo cada geração responsável pela sua geração, esta é a hora da Igreja orar fervorosamente, e lançarem programas visando à evangelização total do mundo. (Jo 4.9; Rm 9.1-3; 10.11-16)
8. As Culturas e a Evangelização – A evangelização mundial requer o desenvolvimento de estratégias e metodologias novas e criativas, e a cultura de um povo em parte é boa e em outra parte má, devido à Queda, por isso deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras, para que possa ser redimida e transformada para a glória de Deus. ( Mc 7.8,9,13; Rm 2.9-11; 2 Co 4.5)
9. A Educação e a Liderança – Reconhecemos a grande necessidade de melhorar a educação teológica, especialmente em se tratando de líderes de igrejas, existindo em todo povo enorme necessidade de ensino e treinamento para seus pastores e aos leigos nativos. (At 14.21 – 24; Tt 1.5,9)
10. O Conflito Espiritual – Cremos que estamos envolvidos em guerra constante contra os principados e potestades do mal, que buscam destruir a Igreja e malograr sua tarefa de evangelizar o mundo, semeiam falsas doutrinas e mundanismo em nosso meio. O momento demanda vigilância e discernimento. (Jo 17.15; Ef 6.10-20; 2 Co 4.3)
11. Liberdade e Perseguição – A liberdade de praticar e propagar o cristianismo de acordo com a vontade de Deus é um direito nosso, conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas não nos esquecemos de que Jesus nos advertiu de que a perseguição é inevitável, mas nem por isso devemos nos intimidar. ( Mt 5.10-12; At 4.16.21)
12. O Poder do Espírito Santo – A evangelização mundial só se concretizará com uma Igreja cheia do Espírito Santo, sendo Ele quem convence o homem do pecado. O Espírito Santo tem um profundo interesse missionário. (Jo 7.37-39; At 1.8; 1 Co 2.4,5)
13. O Retorno de Cristo – A promessa da segunda vinda de Cristo representa um incentivo a missões. Cremos que o período intermediário entre sua ascensão e o seu segundo retorno deve ser usado para o cumprimento da nossa missão como Povo de Deus, a obra missionária não poderá parar enquanto Ele não vier. (Mc 13.10; 2 Pe 3.13; Ap 7.9)
Síntese do Pacto de Lausanne  
1-LEITURAS IMPORTANTES:
Lc. 4:14-21 Sinais e prodígios e Milagres, pregação aos pobres de espírito onde quer que se encontrem (nós, hoje estamos pregando o evangelho fácil e comodista dentro de quatro paredes, mas Jesus nos ensinou a levar o evangelho onde quer que exista uma prostituta, um bêbado, um viciado, enfim aonde houver trevas que eu leve a luz).
Jo. 20.1 O primeiro Evangelista foi uma mulher, Maria Madalena. As mulheres precisam e devem ter maiores oportunidades na obra de Deus, o Espírito Santo não tem sexo, havia diaconisas na igreja que começou em Atos dos apóstolos, na época de maior machismo judeu; e agora? As mulheres podem entrar nas casas e ajudar na lavagem das vasilhas ou das roupas e até mesmo no feitio do almoço ou na confecção de um bolo; enquanto pregam o evangelho.
2-DEFINIÇÃO DE EVANGELISMO:
            É a arte de compartilhar a Salvação que recebemos e também o seu autor Jesus Cristo, com outra (S) Pessoa (S), através de comunicação direta e indireta.
 
3-DOIS TIPOS DE EVANGELISMO:
1.                  Evangelismo Pessoal: (Ex. Jesus e a samaritana, quebrando as barreiras do preconceito racial; Filipe e Eunuco, sinônimo de obreiro preparado para explicar a palavra de DEUS aos necessitados).
2.                  Evangelismo em massa: (Ex. Jesus e o sermão do monte, com as normas da nova religião; Paulo no Areópago, ensinando que filosofia não traz paz à alma e que só devemos adorar a um DEUS.)
4-ALGUMAS DÚVIDAS RESPONDIDAS ANTES DE INICIAR:
·                    II Coríntios 5:14,15 (Por que evangelizar?)
·                    II Timóteo 2:2-15 (O que é preciso para evangelizar?)
·                    Atos 20:24 (Com o que se preocupar?)
·                    Atos 18:9,10 (O que Temer? Tem 366 vezes a frase não temas na Bíblia.)
·                    Lucas 19:10 (A quem Evangelizar?)
·                    João 15:16 (Quem deve evangelizar?)
·                    Lucas 10:1 (Precisa de Grupos com muita gente?)
·                    Atos 16:13,14 (Quem vai fazer as pessoas se interessarem?)
·                    Provérbios 11:30 (Qual a verdadeira sabedoria?)
·                    Mateus 20:19 (Basta ganhar as almas?)
·                    Marcos 16:15 (Não fazer acepção de pessoas ou de lugares)
·                    Atos 20:20 (De casa em casa)
·                    Mateus 10:16 (Como se comportar?)
5-VISITAS:
            O horário de visitas é muito importante, não devendo as visitas ser de improviso. O horário sendo pré determinado traz algumas vantagens como:
-                                 Disponibilidade de tempo dos evangelizados.
-                                 Os problemas já estarão separados e prontos para serem lançados na conversa entre as duas partes.
-                                 Dificuldades bíblicas já estarão anotadas e separadas.
-                                 Interferências externas já anuladas previamente.
6-LIVROS A SEREM USADOS NO EVANGELISMO:
            
            Livro Seitas e Heresias (Autor: Raimundo F. Oliveira – CPAD)
            Algumas referências e passagens bíblicas importantes que deverão ser guardadas na memória e no coração para serem usadas na hora certa:
-                                 Mateus 10:32 e Mateus 11:28
-                                 João 3:16 e João 5:24
-                                 Romanos 3:23, Romanos 6:23 e Romanos 10:8,9
-                                 I Timóteo 2:5
7-OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
·                                            Em Antioquia houve um verdadeiro avivamento: Havia, profetas, evangelistas, pastores, doutores ou mestres e depois enviaram missionários (Apóstolos). At 13.1-4; Ef 4.11-15;
·                                            Também se manifestavam as operações do Espírito Santo 1 Co 12.8-12;
·                                            Em Samaria o povo se convertia porque via e ouvia os sinais que Filipe fazia At 8.5-21

Mais subsídios
O EVANGELISMO PRÁTICO:
            1) O QUE É EVANGELISMO?
            Evangelismo, vem da palavra evangelho, cujas raízes são: a palavra grega “evangelio”, que significa boas novas; e evangelizo que significa trazer ou anunciar boas novas. A palavra evangelho torna-se mais significativa quando estudamos o verbo hebraico “bisar”, que significa “anunciar”, contra, publicar, este verbo é aplicado em Is. 4.27; Sl. 40.9 e 10; Is. 68.11 e 12; que proclama a vitória universal de Jeová sobre o mundo. É proclamar o evangelho de Jeová sobre o mundo. É proclamar o evangelho de Jeová ao povo.
-                                 Evangelismo é a tarefa de testemunhar de cristo aos perdidos.
-                                 Evangelismo é a tarefa de levar homens a Cristo.
-                                 Evangelismo é alistar vidas ao serviços de Cristo.
-                                 Evangelismo é obedecer e proclamar as boas novas.
2) OBJETIVOS DO EVANGELISMO:
a)                                          Anunciar a Cristo (Jo. 1.36)
b)                                          Levar homens a Cristo (Jo. 1.41)
c)                                          Alistar vida para o serviço de Cristo (At. 11.25,26)
d)                                          Proporcionar o crescimento da igreja (At. 2.47;5.14;9.31)
Para atingirmos os objetivos para esta década no Brasil a igreja precisa cerca 20% ao ano:
-                                 Hoje ela esta crescendo 5% ao ano.
-                                 Uma igreja de 100 membros está crescendo 5 membros ao ano.
-                                 Precisa crescer pelo menos com 20 membros ao ano.
-                                 Uma igreja de 500 membros precisa batizar 100.
-                                 Uma igreja de 1000 membros precisa batizar 200 e assim por diante.
COMO DEVE SER FEITO O EVANGELISMO?
Com profundo amor
Com paciência e persistência
Ouvindo a pessoa evangelizada
Usando linguagem que as pessoas compreendam
Fazendo perguntas sábias sobre a salvação
Não fugindo do assunto da salvação
Ex.: Cristo e a Samaritana – Os Judeus não lidavam com os Samaritanos.
Evitando assuntos polêmicos e discussões
Evitando ficar irritado
Mostrando o plano da salvação de modo simples
Procurando responder todas as perguntas com apoio bíblico
Reconhecendo que só ovelhas geram ovelhas.
MÉTODOS DE EVANGELISMO:
1º Em massa
 Cristo e os Apóstolos sempre gostaram desse método.
Evangelismo em massa é alcançar muitas pessoas ao mesmo tempo.
Ex.: Cruzadas, Culto nos templos, Cultos nas praças e etc...
2º Evangelismo Pessoal
Cristo e os Apóstolos sempre usaram método de Evangelismo em massa, mas nunca desprezaram o evangelismo pessoal. Ex.: A Samaritana, Zaqueu, Nicodemos, o Eunuco de Candace, a Mulher Adúltera, A Sirofinicia e etc...
Evangelismo pessoal é uma pessoa ganhando outra pessoa. Discípulo. Ex.: Filipe e Natanael (Jo 1.43-46)
DISTRIBUIÇÃO DE FOLHETOS:  PONTOS A SEREM CONSIDERADOS :
1- Conhecer o folheto e sua mensagem
2- Entrega-lo com atitudes de interesse
3- Não insistir para que alguém o tome
4- Manter-se calmo e vigilante
5- Não discutir nunca
6- Se alguém jogar o folheto fora, torne-o ajuda-lo
7- Oferecer o folheto com um sorriso sincero e com as seguintes palavras: Boa Tarde, Quero oferecer-te: a) Uma mensagem importante, b) Algo de importância para sua vida, c) Um recado de Deus, d) Um folheto que explica o caminho da eterna salvação.
8- Dar o folheto carimbado
9- Conhecer como guiar uma alma a Cristo
PASSAGENS QUE O EVANGELISMO DEVE CONHECER BEM E ONDE ENCONTRA-LA
1- Os Dez Mandamentos Ex 20; Dt 5.
2- O sermão da Montanha Mt 5.6,7
3- A grande comissão Mt 28
4- O plano de salvação Jo 3.16; Jo 5.24; Rm 8; Is. 53.4,5; At 2.8,9,10,11.
5- Convicção de Salvação I Co 1.18 e 21
ESTRATÉGIA DE EVANGELISMO
1-   Nos lares, At. 5.42
2-   Nos hospitais, Mt 25.43
3-   Nas prisões, Mt 25.43
4-   Nas filas de ônibus
5-   No púlpito
6-   Nos bares
7-   Nos restaurantes
8-   Nos consultórios
9-   Nos colégios e universidades, At 19.9
10- Nos conjuntos residenciais – Folhetos...
11- Nas filas do INANPS e similares
12- Nos cemitérios- Dia de finados
13- Nas feiras livres
14- Nas Exposições
15- Nas Estádios e Similares – Folhetos específicos
16- Ao ar livre, At 16.13
17- Através do Telefone
18- Através de postais
19- Através de jantares
20- Através de um testemunho santo
21- Através do Rádio, Sl 19.1,3; Jr. 22.29; Sl 26.7
22- Através da Televisão, Mt 10.27
23- Através das caixas postais
24- Através de cruzadas Evangelísticas, At 8.5,6
25- Com Folhetos (oração)
26- Com jornais, Is 52.7; Am 4.5; Sl. 26.7; 68.11; Mc 1.45; 7.36; 13.10
27- Com cartões de oração
28- Com bíblias e Novos Testamentos
29- Com Cds
30- Com Fitas K-7
31- Com adesivos
32- Através da escola (Um aluno ganhando outros alunos)
33- Na beira de rios , nas praias, At 16.13-15

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